sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Por que fazer um intercâmbio social?

Oiii, tudo bem?
Como contei no último post eu estou prestes a embarcar para fazer um intercâmbio social pela AIESEC.
Uau. Faltam exatos 02 dias pra eu embarcar. Que ansiedade. Que medo. Que alegria. Que saudade antecipada.

Como expliquei no post passado, no LabX eu conheci a AIESEC e conheci mais sobre o trabalho dela de enviar jovens para intercâmbios sociais em outros países do mundo todo. Eu sempre gostei muito de viajar e sempre quis conhecer outro país, porém, nunca tive tempo e dinheiro pra isso.

Quando conheci a AIESEC eu finalmente estava num momento da minha vida onde eu tinha tempo e dinheiro pra isso. E o melhor, desde outubro de 2015 eu vinha me interessando muito por trabalho voluntário, porque foi nesse mês que conheci o Coletivo Cuiabá e me apaixonei por essa ONG que tem coração, tem alma e principalmente, vontade genuína de ajudar as populações mais carentes de Cuiabá/MT a terem acesso à educação e cultura.

Quando o time da AIESEC me cadastrou na plataforma deles onde podemos buscar os projetos disponíveis e comecei a conversar com a Ana Clara sobre os projetos, algo me dizia que eu PRECISAVA ter essa experiência. Independente do rumo que eu fosse dar pra minha vida, eu precisava disso. Então me empenhei ao máximo em encontrar um projeto legal, dentro do meu orçamento e que batesse com as datas que eu tinha disponíveis para viajar.

Busquei vários países antes de me render à América Latina. Eu queria muito treinar meu inglês, mas nada se encaixava no meu orçamento ou datas, então resolvi procurar os projetos disponíveis na América Latina. Eu já havia pesquisado um pouco sobre a Colômbia antes disso, pois estava de olho no país para visitá-lo, porém somente à turismo.

Quando vi o projeto "Horizontes" na plataforma da AIESEC e sua descrição, me apaixonei por ele na hora. O projeto é para desenvolver um trabalho com crianças e adolescentes, abordando temáticas que não são abordadas na educação formal, falando sobre assuntos como cultura, planejamento de carreira, empoderamento, entre outros.

Conversei com a Ana e em poucos dias fiz minha entrevista pelo skype com um membro da AIESEC de Bogotá e poucos dias depois, assinei meu contrato. Pronto. Estava sacramentado. Num primeiro momento, como fechei meu intercâmbio ainda em Novembro de 2015, então faltava muito tempo, ainda não tinha caído a ficha.

Porém, conforme os dias foram começando a passar, e a viagem foi se aproximando, eu venho experimentando um mix de sentimentos muito doido. É uma mistura de ansiedade por todas as coisas novas que vou viver; alegria por estar tendo a oportunidade de ter uma experiência como essa; medo por realizar que vou estar sozinha em um país estrangeiro, sem saber falar direito a língua local e mesmo assim, vou ter que me virar; e uma saudade antecipada absurda de lugares, do meu namorado (que eu queria poder levar na mala junto comigo pra viver tudo isso também), dos meus pais (nunca fiquei mais do que 15 dias longe deles), dos meus amigos (que farão muita falta!) e de comidas que eu sei que fatalmente não terão o mesmo sabor e o mesmo amor que aqui.

Agora estou me despedindo dos amigos aos poucos, sentindo muita coisa. Muitas vezes dá vontade de chorar, em outras eu sei que são quase dois meses apenas, e que passa muito rápido. O fato é que na próxima segunda, dia 08/02/2016 eu vou embarcar pra Colômbia. E vou embarcar de peito aberto. Pronta pra encarar todos os desafios que me aparecerem pela frente, pra tirar de cada situação pela qual eu passar, o máximo proveito, pra viver essa experiência com tudo que eu tenho direito, do bom e do ruim.

E tem sido uma experiência maravilhosa preparar tudo, pensar em detalhes, pensar em como levar um pouco do meu país e da minha cidade pra pessoas que nunca estiveram aqui. Tem sido um sonho. Espero que o próximo post já seja diretamente das terras colombianas! Beijo, até lá!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sobre o LabX

Na mesma oportunidade em que me inscrevi para participar da Ene Jurídico, me inscrevi também para participar do LabX, outro programa da Fundação Estudar e esse iria acontecer aqui em Cuiabá/MT mesmo. O primeiro módulo do LabX aconteceu no sábado após a minha volta de São Paulo e da Ene.

Foi ótimo. Um sábado mergulhada na discussão sobre carreira de alto impacto, com propósito e de acordo com meus valores. Mais uma vez eu tive certeza que minha vida profissional precisava de uma mudança, ainda não tinha (e não tenho) muita certeza de que forma, mas precisava de uma mudança.

Nesse mesmo final de semana, conheci a AIESEC. Uma organização da qual, até então, eu ainda não tinha ouvido falar. Alguns dos membros dessa organização estavam participando do evento também e nos entregaram panfletos, explicando de forma muito rápida que essa organização existe em diversos países, no mundo todo, e que ela visa o desenvolvimento da liderança e da integração de jovens do mundo todo, através da realização de intercâmbios sociais.

Me interessei muito também pela AIESEC e comecei a cogitar a hipótese de fazer um intercâmbio social. Menos de uma semana depois do LabX, compareci numa reunião de apresentação da AIESEC, onde fui cadastrada na plataforma de projetos deles e fiquei conhecendo ainda mais sobre a organização e fiquei encantada.

Depois disso, foi questão de uma ou duas semanas no máximo, e com a ajuda da Ana Clara, membro da AIESEC e uma fofa, fechei meu intercâmbio social. Alguns dias depois fechei a passagem aérea e no início do mês dezembro, o seguro viagem. Tudo quase pronto. Dia 08 de fevereiro estarei embarcando de Cuiabá/MT, Brasil,  para Bogotá, Capital da Colômbia.

Faltam exatos 33 dias para a minha viagem e eu estou super ansiosa. Continuo sem saber exatamente que rumo eu vou dar pra minha vida profissional depois que eu voltar do intercâmbio, mas estou tranquila. Vou usar esse tempo pra pensar nisso. Já sai do meu emprego antigo, o que já é um alívio, porque meu plano inicial era ficar mais o mês de janeiro inteiro, porém, seria bem complicado.

Agora vou preencher os meus dias com os últimos preparativos para a viagem e ajudando o Coletivo Cuiabá com a colônia de férias e realização dos trabalhos dos intercambistas da AIESEC que vem para Cuiabá agora em janeiro.

No próximo post contarei mais detalhes sobre o intercâmbio, porque escolhi a Colômbia, vou falar um pouco sobre o projeto onde vou trabalhar e sobre a mistura de sentimentos que tem sido desde que me propus a fazer esse intercâmbio.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Sobre a Ene Jurídico

Boa noite!

Voltei para terminar de contar um pouco mais sobre mim. No post passado parei no momento em que recebi um e-mail. Pois bem, era um e-mail da Fundação Estudar, dizendo que eu havia sido selecionada para participar da 1ª Conferência Ene Jurídico!

Um evento organizado pela Fundação Estudar, especialmente voltado para os jovens estudantes e recém-formados da área jurídica, onde teríamos a oportunidade de "encontrar o nosso Ene e elevá-lo à enésima potência", além de ter contato com profissionais que atuam em diversas áreas do direito, saber um pouco mais sobre a rotina deles, fazer muito networking com os outros participantes selecionados e de quebra também manter contato com as melhores empresas e escritórios de advocacia do Brasil.

Fiquei MUITO feliz quando vi o e-mail! Mas logo em seguida quando fui procurar as passagens para ir, pensei em desistir pela primeira vez. As passagens estavam muito caras, por ser muito em cima da hora. Eu iria gastar aproximadamente R$ 1.200,00, pelas passagens, um dinheiro que eu não tinha e nem podia dispor naquele momento. Murchei na mesma hora e pensei: "Droga! Não vou conseguir ir!"

Mas meu namorado, sempre companheiro, conversou comigo e disse pra eu não desistir, que iríamos dar um jeito, que eu tinha sido selecionada e deveria ir, que era o sonho da minha vida ser uma grande advogada e eu não poderia perder essa chance. Lembrei que meu irmão mais velho viaja muito a trabalho e poderia ter milhas para me doar e comprar minhas passagens.

Mandei mensagem no Whatsapp para o meu irmão, expliquei a importância do evento e o quanto eu gostaria de participar. Meu irmão, outro anjo que tenho na vida, prontamente me informou quantas milhas tinha em cada programa de fidelidade e falou para eu procurar as passagens e retornar para ele. Retornei, consegui comprar as passagens.

O evento seria dia 26/10/2015, numa segunda-feira, consegui achar passagem para ir na sexta dia 23/10/2015, de madrugada. Ainda iria ganhar uns dias corujando meu sobrinho. Passei o fim de semana com meu irmão, minha cunhada e meu sobrinho.

E a tão esperada segunda-feira chegou. Cheguei no evento e de cara já senti uma vibe muito boa. Passei no credenciamento e peguei minha pasta do evento e me dirigi ao hall onde acontecia o café da manhã, já na companhia de uma das outras conferencistas que, por puro capricho do destino, estava na casa do namorado e que morava exatamente no mesmo prédio que o meu irmão (eita mundo pequeno!).

Comecei a conversar com a galera que também havia sido selecionada dias antes, ainda pelo Whatsapp, onde montamos um grupo. Mas o contato pessoalmente foi ótimo. Muita experiência, muita informação. Logo após tivemos palestras nos ensinando a interpretar melhor nossos resultados quanto aos nossos perfis, valores e estilos de trabalho, que haviam sido compilados no chamado "currículo Ene" que dava um resumo do que nós somos, do que valorizamos e de como gostamos de trabalhar.

Logo após, uma palestra com Paulo Cézar Aragão, sócio de um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil, o BMA (Barbosa, Müssnich e Aragão) e que me tranquilizou muito, pois me fez ver que até mesmo ele, que está hoje onde está, também já esteve na mesma situação que eu. Perdido, sem saber muito que rumo tomar na vida. Mas as coisas na vida dele foram simplesmente acontecendo, ele fez questão de frisar isso. Nada do que ele planejou deu certo. E ele disse ainda uma frase que me marcou muito que ele havia visto em um posto de gasolina durante uma viagem aos Estados Unidos, a frase é a seguinte: "Success is not a destination, but the journey.", em tradução livre para o português: "O sucesso não é o destino, mas a viagem".

Após seguiram-se painéis e muita conversa com o pessoal dos escritórios e os demais participantes. Foi um evento, acima de tudo, inspirador. E que me fez voltar os olhos pra dentro de mim e descobrir que o meu emprego atual não me fazia feliz de forma alguma. Seja pelos valores completamente incompatíveis, os estilos de trabalho, a péssima remuneração e o péssimo incentivo à melhoria e qualidade do meu trabalho.

Percebi que eu tinha potencial pra ser muito mais e estava sendo subaproveitada. Voltei de lá com o sonho de ir embora pra São Paulo e trabalhar em um desses grandes escritórios que eu tinha conhecido na Conferência e que eu não sabia que estiveram sempre tão ao meu alcance, bastava eu querer.

Bom, esse foi um pouco da Ene de todas as mudanças que um único dia causou na minha vida, na minha expectativa profissional e na minha visão de mundo. No próximo post vou contar um pouco mais sobre as coisas que foram acontecendo na minha vida aos poucos depois da Ene.

Beijos! Tchau!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sobre mim

Boa noite!

Meu nome é Leiziane, eu tenho 25 anos, sou uma Jovem Advogada e tenho dois anos e meio de formada. Moro em Cuiabá/MT há quase 09 anos aqui (uau, agora me senti velha). Porém, nasci no interior do estado, em Sinop/MT e me criei em Sorriso/MT (que fica a 80km de Sinop e 400km de Cuiabá).

Eu sempre gostei de mudanças na minha vida. Acho que qualquer tipo de mudança é sempre uma oportunidade de recomeço, seja desde uma mudança de casa, até uma mudança de escola ou de estado, país.

Em razão disso e pensando no meu futuro, aos 16 anos eu decidi que queria fazer o terceiro ano do Ensino Médio na Capital do meu Estado. Eu acreditava que o ensino seria melhor e mais focado para o vestibular da UFMT, a Universidade onde eu queria estudar e que o campus onde o curso de Direito era oferecido era também em Cuiabá.

Assim, do alto da minha sabedoria adolescente, virei para os meus pais e disse: quero fazer o terceiro ano em Cuiabá! Como minha irmã mais velha já estava fazendo faculdade em Cuiabá e meus pais não trabalhavam com um negócio que os impedisse de mudar de cidade, eles optaram por mudar junto comigo, ficaríamos novamente juntos, os quatro.

Viemos para Cuiabá, terminei o terceiro ano, prestei vestibular e fui aprovada em Direito na UFMT! Só alegria, eu estava super empolgada! Entrei na faculdade e por inúmeros fatores, que posso enumerar um outro dia, em um outro post, acabei perdendo um pouco da animação com o curso e com as carreiras jurídicas (principalmente as públicas).

Em maio de 2013 (depois de 04 meses de greve), finalmente colei grau. Outro momento maravilhoso da minha vida, porém, passada a euforia do momento eu me deparei com aquela pergunta clássica de todo recém-formado: "E agora?"

Eu já havia logrado êxito na aprovação no Exame da OAB ainda durante o quinto ano do curso e como não me imaginava concursada, decidi dar uma chance pra advocacia.

Comecei a advogar em um escritório renomado da cidade. Apesar da remuneração baixa, tudo aquilo era novidade pra mim, e eu estava adorando aprender a ser uma Advogada. De lá pra cá já passei por 04 escritórios diferentes, sempre tentando encontrar o escritório "perfeito" para trabalhar.

Confesso que em meados desse ano, estava muito desanimada com a advocacia. Não com a profissão em si, mas com as poucas oportunidades de crescimento que os escritórios daqui de uma maneira geral oferecem aos jovens advogados e pela baixa remuneração.

Estava pensando seriamente em desistir da advocacia e iniciar os estudos para um concurso qualquer, passar nele e após continuar estudando, mas para ingressar na advocacia pública (vejam, mesmo pensando em concurso, nunca me passou pela cabeça fazer qualquer outro que não fosse na área da advocacia, eu realmente amo advogar).

Até que a Duda (valeu, Dudinha!) uma colega de trabalho que eu tinha praticamente acabado de conhecer me falou da Fundação Estudar, que foi fundada pelo Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles (apenas os donos da maior cervejaria do mundo, a famosa AB Inbev). E essa fundação promove vários eventos para jovens que estão na graduação ou são recém-formados pelo Brasil todo, buscando auxiliar esses jovens a construir uma carreira de alto impacto e com propósito.

Achei toda essa conversa muito interessante e no mesmo papo, a Duda me disse que estavam abertas as inscrições para a Conferência Ene Jurídico, uma conferência especialmente voltada para jovens da área jurídica e que aconteceria no dia 26 de outubro de 2015 em São Paulo.

Só tinha um detalhe, não era simplesmente se inscrever, pagar um valor qualquer e ir pra São Paulo. Não, nessa Conferência você não pagava nenhum valor a título de inscrição, porém, somente poderiam participar da Conferência 250 jovens, que seriam selecionados através das respostas à alguns testes e da gravação de um vídeo de 02 minutos.

Eu lembro que pensei: "Nossa que legal! Vou me inscrever! Mas duvido que vão me selecionar, imagina, gente do Brasil todo se inscrevendo, deve ter muita gente com um currículo muito melhor que o meu... Mas, não custa nada me inscrever, então vambora!"

Finalizei minha inscrição no último dia possível e desencanei. Não havia uma data fixada para divulgação de quem tinha sido selecionado, então só segui minha rotina normal. No dia 13 de outubro de 2015, lá pelas 19 horas do horário aqui de Cuiabá (uma hora a menos que o horário de Brasília), eu recebi um e-mail que mudaria todos os meus planos pra minha vida e que eu vou contar sobre o que era no próximo post, pra esse não ficar mais gigante do que já deve estar! Hahahaha...

Beijos e até o próximo post!